(lido em e-book)
Rápida
trama
No Rio de Janeiro, durante o período
pré-II Grande Guerra, um assassino com problemas afetivos maternos aficcionado
por matar mulheres avantajadas está à solta. Cabe à polícia do Rio achá-lo e
capturá-lo, com a ajuda de um certo policial português e de uma linda e chique
jornalista.
Pontos
Positivos
É um ótimo livro. Muito
interessante, embora tenha uma trama razoavelmente clichê. A história possui um
fundo psicológico que faz sentido e conecta todas as pontas soltas e o texto
tem uma linguagem confortável, de modo que a leitura flui facilmente.
Jô Soares, com seu bom humor, demonstra-o
durante o livro todo, fazendo questão de, às vezes, atingir um ponto de
“comédia pastelão”, tal como seus outros livros que li - os quais recomendo
fortemente - “Assassinato na Academia
Brasileira de Letras”, “O Xangô de Baker Street” e “O Homem Que Matou Getúlio
Vargas”.
Pontos
Negativos
Em contrapartida ao bom humor de Jô,
sua arrogância é perceptível durante texto: os fatos são expostos de modo a que
isto torne-se arrogante e percebe-se que ele talvez queira se mostrar mais
sabido de fatos meramente “inúteis” que nós, meros leitores.
A história é clichê: um homem que
não gosta da mãe – gorda – e resolve matar outras gordas por diversão. Ou seja,
não há nada que chame a atenção ou que se destaque no meio de tantos livros
policiais que existem nas prateleiras de todo o mundo.
Crítica
Geral
Não é um livro ruim, entretanto
parece-me ser comercial demais, apela para que se tenha grandes números de
venda. Tendo lido os antigos livros de Jô, este, com certeza, é o mais fraco.
Afinal, nada se compara com Sherlock Holmes chegando ao Brasil para caçar um
serial killer; nada se compara a um assassino estabanado de seis dedos em uma
mão que consegue assassinar um presidente da república; nada se compara a uma
trama muito bem pensada, a qual se resume em inexplicáveis mortes dos
escritores da Academia Brasileira de Letras. O modo em que Jô cruza as
personagens reais com a ficção nos livros anteriores é genial, algo que senti
falta nesse último livro. Não posso negar que existe algo semelhante no texto,
mas nada de grande importância quanto aos últimos.
Nota:
3.3 (0-5)
Livro
em uma palavra: comida
Nota
sobre o resenhista
Pelo o que escrevi acima, pode-se
afirmar que sou um fã dos livros de Jô Soares. Li vários. “As Esganadas” foi o
único que não me chamou a atenção no momento em que eu soube do que se tratava.
Sabia que me decepcionaria - e me decepcionei. Talvez Jô Soares já atingira seu
ápice no passado. Tudo o que tenho a dizer a vocês, leitores, é que leiam as
outras obras e que se divirtam, pois são bem boladas, engraçadas e não há quem
não goste de um história que prende a atenção de quem a lê.



