quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O Hipnotista - Lars Kepler



Rápida Trama

Nos arredores de Estocolmo, Suécia, o cadáver de um homem foi encontrado no vestiário de um ginásio, um assassinato terrível, sangue para todos os lados. Assim, a polícia vai até a casa desse homem para avisar a família do ocorrido. Entretanto, ao bater à porta, o policial não recebe resposta. Por isso, dá a volta, entra pelos fundos e encontra sua esposa, sua filha e seu filho mais novos também mortos. Mal sabe ele que esse mais novo não está morto, mas quase.

A polícia fica com receio de que a filha mais velha, que não mora com a família, também possa sofrer algum ataque. E, como o filho mais novo ainda sobrevivera, mesmo estando em um estado horrível, no leito do hospital, Dr. Erik Maria Bark, psiquiatra, hipnotiza o garoto, por convencimento de Joona Lina (detetive), mesmo depois de prometer em rede nacional que nunca mais o faria, 10 anos antes.

O que o garoto fala deixa todos de cabelos em pé, revela que foi ele quem matou todos. A filha mais velha acaba por revelar detalhes sórdidos da relação fraternal. Além disso, para causar a preocupação geral, o garoto consegue fugir do hospital e acaba sumindo do mapa, depois de ferir uma pessoa e matar outra.

Benjamin, filho de Erik Bark com Simone, sua mulher, cujo casamento está por um fio, acaba sendo sequestrado e isso leva o médico a retroceder no tempo para achar alguém que possa realmente ter feito isso. Além de tudo, o garoto tem uma doença rara que impede o sangue de coagular e tem de tomar suas injeções diárias, mas, enquanto sequestrado, não as toma e seus pais ficam aflitos, com razão.

Enquanto isso, Simone chama seu pai, um detetive aposentado, para descobrir onde Benjamin estaria. Mas, depois de descobrir algo extremamente revelador, uma garotinha com um olhar mau o empurra em frente a um carro e acaba por ser hospitalizado devido ao atropelamento.

Benjamin terá seu paradeiro encontrado, mas será uma luta para chegar até as montanhas congeladas e escuras do dezembro do norte da Suécia.

Pontos positivos

A história em si é muito bem escrita, com raros momentos de estagnação. Além de envolver o leitor, transfere-lhe o ambiente em que a história se passa, por exemplo, quando as personagens estão em um frio de vinte graus negativos no norte da Suécia, quase na divisa com a Noruega, o modo como o casal Lars Kepler o descreve é intenso, talvez até dramático demais.

O entrelaçamento entre as informações expostas no texto é incrível, algumas dicas são dadas ao leitor, que somente irá ponderá-las quando estiver nos últimos capítulos. Além de, na capa, existir uma tesoura com sangue, cuja função é desconhecida pelo leitor até o fim da trama, mas existem pontos espalhados durante a narração pelos quais um raciocínio lógico provável pode ser concluído.

A trama é muito bem pensada, executada e tem um final feliz que é razoavelmente engraçado.

Pontos negativos

Lars Kepler usa detalhes demais quanto à localização em Estocolmo, o que, para alguém que não conhece a capital sueca, é excesso de informações. Além disso, existem momentos em que a situação proposta pelo escritor é mal interpretada e pode levar ao desintedimento de certas cenas.


Crítica Geral

Fui enganado, mais uma vez, pelas resenhas do livro: “uma reflexão definitiva sobre o mal”, não exatamente, já que os crimes são feitos por uma pessoa psicologicamente perturbada, não devido à intrínseca característica dela, mas por um trauma, ou seja, essa “reflexão definitiva” não é e nem deve ser pensada muito a fundo.

Mesmo tendo mais de um milhão de exemplares vendidos ao redor do mundo, a trama me pareceu inferior a outros livros que li, como, por exemplo, alguns da Agatha Christie (de quem sou fã incondicional), mas merece a fama que tem recebido e eu indicaria esse livro a alguém que queira se assustar ou se horrorizar um pouco.

Nota: 3.5 (0-5)

Livro em uma palavra: frio.

Nota sobre o resenhista

Este livro foi comprado juntamente com “Winkie”, cuja crítica já foi feita. Depois que eu o adquiri pela internet, procurei saber algumas coisas mais sobre o casal Alexandra Coelho Ahndoril e Alexander Ahndoril, cujo pesudônimo é “Lars Kepler”. O mais interessante é que a obra teve sua explosão de vendas com o desconhecimento sobre quem realmente era “Lars Kepler”, o que levou a mídia a procurar ao redor da Suécia pelo autor. Até que, enquanto estavam em sua casa de verão, alguns repórteres os acharam e perguntaram, com câmeras e microfones, aos dois: “vocês são Lars Kepler, nós sabemos” e, com isso, eles não tinham saída, tiveram de confirmar e tomaram reconhecimento global.

Esse livro propõe um tema interessante, o que alguém pode fazer por uma família (de ambos os lados, o do bem e o do mal). Definitivamente, propõe que essa reunião familiar é importante e que sempre há algum jeito de se reconciliar de brigas tensas. O maior exemplo é o casal, pai de Benjamin. Além disso, a obra discute o tema da “loucura”, os métodos, algumas doenças e traz também alguns pontos de cultura sobre a Suécia, que não deixa de ser interessante.

Update: Ao utilizar-me do serviço de metrô de São Paulo, vi uma propaganda deste livro dentro do vagão do trem. Além desta, vi o anúncio do livro novo do Jô Soares. Incrivelmente, acho que o Brasil tem solução já que, ao invés de existirem propagandas de produtos fúteis, inúteis e ridículos, elas estão voltando-se a um mundo mais cultural. Força, Brasil!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Eu Mato - Giorgio Faletti



Rápida Trama
           
Um horrível assassinato ocorre em uma embarcação no Principado de Mônaco, que acaba se tornando apenas um de muitos. A rádio local, antes de cada assassinato, recebe uma ligação anônima em que uma voz modificada dá dicas relacionadas à Música. Com um vídeo terrível enviado à rádio, a polícia consegue (ou não) ter uma ideia de quem possa ser. As ações do serial killer são narradas desde o começo da obra, porém não se sabe quem pode ser esse terrível e frio assassino que prefere eliminar pessoas públicas.

Pontos Positivos

A narrativa é dinâmica ao extremo, sem existir ponto algum de lentidão ou cansaço de escrita. A trama é muito bem elaborada, havendo dicas muito sutis para que o leitor tenha uma ideia de quem possa ser o assassino. A descrição colocada por Giorgio Faletti é simplista, porém muito próxima à realidade e suficiente para criar uma paisagem razoavelmente detalhada.

Pontos Negativos

Ao se ter o primeiro contato com a obra, o número de páginas e o tamanho da fonte podem desestimular o leitor, além de existirem momentos de extrema repugnância (para alguns, como eu, estes são os momentos mais legais de uma obra, portanto não seria necessariamente um ponto negativo).

Crítica Geral

Quem procura por um livro thrilling para se ler aficcionadamente, “Eu Mato” é a obra perfeita.

Os elos de correlação entre as personagens são muito bem trabalhados, têm uma codominância especial em relação polícia-rádio-Mônaco. Além disso, a história por trás da própria trama é incrivelmente bem colocada em um flashback e um timing mais que perfeito.

Diz-se muito sobre a alienação provocada por livros policiais e afins, já que as pistas são plantadas pelo próprio autor e vão à tona quando o escritor bem entender, podem ser de extrema ou mínima importância. Assim, a trama proposta pelo livro e/ou programas de televisão (como CSI, Body of Proof…) não bate com a realidade, em que é muito mais difícil tornar todas as pistas úteis à resolução do caso. Entretanto, se não houver essa “alienação”, a obra se torna monótona e menos subjetiva, cansando o leitor e não lhe dando a chance de ter de parar pra pensar em quem pode ser o criminoso e interagir ativamente com a trama.

Nota: 5 (0-5)

O Livro em uma Palavra: Excitante

Nota sobre o resenhista

Este foi um dos livros que li mais rápido em toda minha vida, mesmo com suas quinhentas e quarenta páginas. Recomendei-o a várias pessoas, porém não o leram. Não sabem elas o que estão perdendo. Não é à toa que este livro vendeu horrores ao redor do mundo, ele merece a atenção que tem recebido.

Enquanto passeava no shopping (no mesmo dia em que fiquei a saber da existência do livro “Winkie”, cuja crítica foi feita no post anterior), a vendedora da livraria me recomendou a obra e eu a disse que já havia lido e que eu adorara. Sua resposta foi: “eu ainda estou na metade… cá entre nós, o assassino é tal pessoa?”. Infelizmente, eu não respondi se ela havia acertado ou não (por incrível que pareça, havia!).

Ao sair da loja neste dia, passei a pensar melhor em como é prazeroso discutir sobre um livro, qualquer que seja seu gênero. Cada livro propõe uma emoção em cada pessoa, divergentes ou não dos demais que também leram. Assim, conversação pós-leitura sobre a obra entre estes acaba sendo algo extremamente produtivo devido à discussão de temas (ainda que proposto pelo romance) os quais, nem sempre, pensamos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Winkie - Clifford Chase


Rápida trama

Mal sabem seus donos que Winkie, um urso de pelúcia filosófico, questionador e dramático, que, enquanto brincam com ele, comenta em sua cabeça o que acontece ao seu redor e tem sentimentos inimagináveis a um animal e/ou um brinquedo. Passado de mãos em mãos até que, em um momento específico, toma vida e desce da prateleira em que se encontrava por tanto tempo a fim de viver. Come frutas, faz cocô, tem uma filha! Sempre filosofando, questionando os vários pontos altos e baixos de sua singela vida, até que, enquanto reside em sua cabaninha no meio da floresta (antes pertencente a um fabricante de bombas amante da natureza), depois que sua vida foi de mal a pior, o FBI o intercepta, dá um tiro no urso e acusa-o de ter cometido mais de mil crimes, cujo julgamento durará difíceis meses. No hospital, conhece Françoise, sua amiga que acaba sendo sentenciada por ajuda a um criminoso. O advogado de defesa de Winkie, Carlos Perdedor Quarto, é gago e nunca ganhou um caso na vida, mas se esforçará muito para que Winkie atinja seu ideal: a liberdade.

Pontos Positivos

O livro, em sua essência, possui características filosóficas passadas ao leitor por meio de perguntas que o faz questionar a vida como um todo. A linguagem é leve, com pontos de bom humor. Além disso, a dinâmica presente em certos momentos da leitura torna a obra relativamente fácil e despojada. As caracterizações não são pesadas nem leves demais, têm a medida certa. É incrível ver como Clifford Chase define e caracteriza os sentimentos de todas as personagens de maneira compreensível e inteligível, algo extremamente difícil de se fazer, bem como os momentos de nostalgia por parte do urso são de extrema comoção, tanto da personagem como do autor.

Pontos Negativos

Existem trechos da narrativa que se apresentam lentos, porém são necessários ao entendimento integral do texto. Além do mais, há momentos em que as mesmas informações acabam sendo repetidas, causando uma leitura lenta, porém não desagradável. Além disso, a falta de informações sobre os crimes, se eles foram realmente praticados por Winkie ou se foram manipulados, deixa o leitor em um vácuo, sem saber o que pensar sobre o urso, sem definir propriamente uma opinião sobre ele. Entretanto, pelo contexto, pode-se chegar a uma conclusão, porém não se sabe certamente o que aconteceu e se houve omissão de informações.

Crítica Geral

Em si, o livro se encaixa perfeitamente na era nostálgica, presente em grande parte no decorrer de todas as nossas vidas. Portanto, o livro não propõe barreiras etárias. Entretanto, há pontos na narração que são macabros, devido ao detalhamento de o que acontece e à imaginação fértil do escritor.

Ao se analisar, pode-se aferir que o último dono de Winkie tem o mesmo nome do autor: Clifford Chase. Assim sendo, é possível cogitar na possibildade de haver momentos autobiográficos durante a narrativa, tornando-a curiosa.

Posso dizer a vocês, leitores, que fui enganado pelas malditas resenhas da aba do livro, em que estão presentes tais características equivocadas sobre o livro: “Selvagem e incrivelmente engraçado”, “engraçadíssimo romance”, “assustadoramente belo”. Não achei a narrativa extremamente engraçada, ela é somente bem-humorada, além disso, não é assustadoramente belo, é confortavelmente belo.

Ao ver o esforço tão grande feito pelo urso ao depor no tribunal, sente-se um orgulho, um prazer imenso de ter uma criatura possivelmente (e provavelmente, é o que se afere da leitura) inocente, zelando não ter culpa, para ter liberdade e poder viver em paz.

A neurose presente no dia-a-dia humano é a mesma presente na vida de Winkie, que sabe lidar com ela muito melhor que nós, meros mortais em busca de respostas.

Sua fofura, sua doçura e seu próprio nome amolecem o coração amanteigado de qualquer humano aberto a se emocionar. É emocionante sentir na pele o que o urso sente tão fortemente que os olhos de quem lê se enchem de lágrimas.

Existem, no seu decorrer, algumas fotos de um urso (talvez seja o próprio Winkie, do Clifford Chase) em diferentes lugares com diferentes roupas. Cada foto merece um sorriso ao ser vista.

Nota: 4 (0-5)

O Livro em uma Palavra: cativante.

Nota sobre o resenhista:

Ao andar pelos corredores do shopping center de minha cidade, passei em frente a uma livraria. Ao entrar, me deparei com vários livros os quais já tinha lido e outros inéditos à minha visão. Pedi à atendente que me recomendasse algum, já que, para se trabalhar em uma livraria, há de se ler (dei sorte, pois ela lia! Geralmente não lêem). Sendo assim, ela me recomendou uns quatro livros, dois deles eu já lera. Um dos que eu ainda não tinha ouvido falar até então era de “Winkie”. A atendente me disse que um amigo dela havia lido e que foi o melhor livro que ele já leu na vida dele. Muito bem, pensei eu. Voltei pra casa e pesquisei mais sobre essa obra, o que fez minha curiosidade crescer rapidamente. Por isso, comprei-o pela internet e outras duas obras mais, as quais revisarei mais tarde, com certeza.

Eu identifiquei-me muito com o ursinho que se sente excluído, incluído, excluído novamente, raivoso, nervoso, triste. É muito estranho ver um brinquedo que, supostamente, não tem sentimentos, tê-los. Não é à toa que sou fã de Wall-E (filme da Pixar, em que um robô se apaixona por uma outra robô; como eu disse, é estranho ver seres materiais tendo sentimentos tão reais) e Toy Story. Cheguei até a me emocionar com uma certa passagem, que me remeteu às minhas amizades, ao momento pelo qual estou passando na vida e as minhas relações sociais.

Quando comentei com meus colegas e familiares sobre “Winkie”, todos tiveram aquela ponta de preconceito: “nossa, que péssimo”, “que coisa mais doida”, “ah, deve ser ruim”; mas eu sempre contraargumento: “não julgue um livro pela capa”. Esse ditado nunca caiu melhor em contexto como esse.

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Peço desculpas a todos vocês, leitores, que esperaram por essa atualização por tanto tempo. Demorei para ler e rever a obra devido às provas de vestibulares que tenho feito. Assim que elas acabarem, novas resenhas virão mais frequentemente.

Recebi algumas críticas positivas sobre as resenhas as quais afirmavam que elas estavam grandes demais. Tentarei resumir um pouco mais daqui pra frente!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

1984 - George Orwell



Rápida Trama

Winston mora em Londres no ano de 1984. Porém, diferentemente da atual capital inglesa, o mundo em que vive é totalmente controlado pelo governo por meio de teletelas (televisões com câmeras). O chefe do estado é o Grande Irmão (Big Brother), que nunca fora visto em vida real, senão em cartazes espalhados pelo país. Winston percebe que há algo de errado com essa sociedade e começa a perceber algumas manipulações por parte do Estado. Passado algum tempo, conhece Julia, que também tem algo contra essa repressão. Acabam por ficar sabendo sobre um tal “Livro de O’Brien”, que explica exatamente o que se passa. Entretanto, eles serão reprimidos e suas cabeças terão os ideais de oposição ao país jogados afora.

Pontos Positivos

Por mostrar o pano de fundo de um Estado manipulador, o livro torna-se atemporal e serve de base para análise da sociedade como um todo, a qual se encontra alienada às próprias ideias.

Sua linguagem é considerada leve (salvo exceções), portanto a leitura se torna dinâmica e emocionante durante a narração das “escapadas” de Winston e Julia. É recheado de aventuras justamente para não se tornar cansativo e faz uma crítica ferrenha por trás de uma simples história de amor, ódio, repressão, antíteses e paradoxos.

A ideia de ter uma vigilância integral se encaixa perfeitamente no contexto pós-moderno, em que a sociedade das câmeras vive, sem, nem mesmo, questionar se são realmente necessárias ao seu dia-a-dia.

Além disso, a explicação dos slogans do partido (“Guerra é Paz”, “Liberdade é Escravidão” e “Ignorância é Força”) é genial, também fazendo uma ponte com a narrativa, com o contexto e com o mundo como um todo.

O fim é excelente, mostrando como o Estado sempre está acima dos cidadãos e que não existe algo que possa ser feito contra uma organização tão bem pensada.

Pontos Negativos

No momento em que o “Livro de O’Brien” aparece na trama, cria-se uma expectativa razoalvemente grande sobre o que nele se encontra. Entretanto, a leitura dessa obra sobre o Estado é cansativa e exige muita atenção o que, às vezes, falta.

Crítica Geral

Eu sou meio suspeito para falar, já que escolhi essa obra como a primeira obra sobre a qual faria uma crítica sendo ela um dos meus livros favoritos. Por conta disso, já espalhei para várias pessoas a profundidade ideológica presente nesse romance e como é “coringa” em várias sortes de argumentação e em temas de redação nos vestibulares. Todos os meus amigos que leram e todos os professores com os quais comentei a leitura de “1984” adoraram e sempre abrem um sorriso quando comento sobre ele. Definitivamente é um livro que deve ser existir em cada prateleira ao redor do mundo.

Sobre a obra, foi escrita por Eric Arthur Blair, cujo pseudônimo é George Orwell, em 1948 e publicada em 1949, exatamente no período pós-Segunda Guerra Mundial. Não é à toa que se vêem semelhanças e conexões com o nazismo, socialismo e fatos desse período histórico.

Nota: 5 (0-5)

O Livro em uma Palavra: épico.

Nota sobre o resenhista

Fiquei sabendo desse livro pela minha irmã, que ganhou um exemplar de uma amiga. Ela leu, adorou. Logo, já foi me pedindo para que lesse, porém não dei atenção. Até que vi comentários sobre a obra e acabei por me interessar. Procurei pelo livro na grande estante de casa, mas lá não estava. Minha irmã havia emprestado-o há algum tempo a um colega e não tinha sido devolvido até então. Comprei um novo exemplar, li-o e acabei emprestando a várias pessoas, que também recomendam a leitura dessa obra-prima.

Estreia

Ontem à noite, enquanto lia “Como Morrem os Pobres e Outros Ensaios” de George Orwell, que consiste em uma compilação de diferentes crônicas do autor sobre variados assuntos, chamou minha atenção uma crônica chamada “Em defesa do romance”, publicada no New English Weekly, nas datas de 12 e 19 de novembro de 1936.

Nela, George Orwell critica as resenhas forçadas de livros, as quais visam à venda astronômica de exemplares. Como consequência, um livro realmente bom seria ofuscado ou, até mesmo, diminuído devido a essas críticas tão maravilhosas sobre livros nem tão bons assim.

Eu, como leitor assíduo, identifiquei-me com os argumentos de Orwell e resolvi criar um blog cujo objetivo é criticar livros de uma forma diferente: extremamente fiel. Para isso, colocarei minha opinião sobre a obra e classificarei o romance de acordo com uma grade de 0 a 5, sendo 0 um livro péssimo e 5 um livro muito bom.

Assim, quem lê a resenha pode ter sua própria opinião e ver o quê o resenhista pensou sobre o livro.

Para que a leitura da resenha seja mais dinâmica e menos chata, ela estará dividida em tópicos, que serão: “Rápida Trama”, em que eu resumo a história, “Pontos Positivos”, “Pontos Negativos”, “Crítica Geral”, a qual consiste num amarrado de minhas opiniões sobre o livro e a classificação quanto a nota, e uma última “Nota Sobre o Resenhista”. Nesta, escreverei sobre os meus gostos, prazeres ou alguma história relacionada à obra.

Uma foto do livro, tirada por mim próprio, acompanhará cada post e, além disso, o "O Livro em Uma Palavra", em que eu tentarei captar a essência do livro em apenas uma palavra.

Não prometo atualizações frequentes já que, para se ler um livro, não se deve haver pressão, mas deve haver e predominar o prazer. Entretanto, assim que acabar a leitura de um livro, começarei a escrever a resenha, totalmente fiel ao que o livro realmente é.

Com isso, termino o post de estreia desse blog.

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