Rápida Trama
Um horrível assassinato ocorre em uma embarcação no Principado de Mônaco, que acaba se tornando apenas um de muitos. A rádio local, antes de cada assassinato, recebe uma ligação anônima em que uma voz modificada dá dicas relacionadas à Música. Com um vídeo terrível enviado à rádio, a polícia consegue (ou não) ter uma ideia de quem possa ser. As ações do serial killer são narradas desde o começo da obra, porém não se sabe quem pode ser esse terrível e frio assassino que prefere eliminar pessoas públicas.
Pontos Positivos
A narrativa é dinâmica ao extremo, sem existir ponto algum de lentidão ou cansaço de escrita. A trama é muito bem elaborada, havendo dicas muito sutis para que o leitor tenha uma ideia de quem possa ser o assassino. A descrição colocada por Giorgio Faletti é simplista, porém muito próxima à realidade e suficiente para criar uma paisagem razoavelmente detalhada.
Pontos Negativos
Ao se ter o primeiro contato com a obra, o número de páginas e o tamanho da fonte podem desestimular o leitor, além de existirem momentos de extrema repugnância (para alguns, como eu, estes são os momentos mais legais de uma obra, portanto não seria necessariamente um ponto negativo).
Crítica Geral
Quem procura por um livro thrilling para se ler aficcionadamente, “Eu Mato” é a obra perfeita.
Os elos de correlação entre as personagens são muito bem trabalhados, têm uma codominância especial em relação polícia-rádio-Mônaco. Além disso, a história por trás da própria trama é incrivelmente bem colocada em um flashback e um timing mais que perfeito.
Diz-se muito sobre a alienação provocada por livros policiais e afins, já que as pistas são plantadas pelo próprio autor e vão à tona quando o escritor bem entender, podem ser de extrema ou mínima importância. Assim, a trama proposta pelo livro e/ou programas de televisão (como CSI, Body of Proof…) não bate com a realidade, em que é muito mais difícil tornar todas as pistas úteis à resolução do caso. Entretanto, se não houver essa “alienação”, a obra se torna monótona e menos subjetiva, cansando o leitor e não lhe dando a chance de ter de parar pra pensar em quem pode ser o criminoso e interagir ativamente com a trama.
Nota: 5 (0-5)
O Livro em uma Palavra: Excitante
Nota sobre o resenhista
Este foi um dos livros que li mais rápido em toda minha vida, mesmo com suas quinhentas e quarenta páginas. Recomendei-o a várias pessoas, porém não o leram. Não sabem elas o que estão perdendo. Não é à toa que este livro vendeu horrores ao redor do mundo, ele merece a atenção que tem recebido.
Enquanto passeava no shopping (no mesmo dia em que fiquei a saber da existência do livro “Winkie”, cuja crítica foi feita no post anterior), a vendedora da livraria me recomendou a obra e eu a disse que já havia lido e que eu adorara. Sua resposta foi: “eu ainda estou na metade… cá entre nós, o assassino é tal pessoa?”. Infelizmente, eu não respondi se ela havia acertado ou não (por incrível que pareça, havia!).
Ao sair da loja neste dia, passei a pensar melhor em como é prazeroso discutir sobre um livro, qualquer que seja seu gênero. Cada livro propõe uma emoção em cada pessoa, divergentes ou não dos demais que também leram. Assim, conversação pós-leitura sobre a obra entre estes acaba sendo algo extremamente produtivo devido à discussão de temas (ainda que proposto pelo romance) os quais, nem sempre, pensamos.

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