terça-feira, 8 de novembro de 2011

1984 - George Orwell



Rápida Trama

Winston mora em Londres no ano de 1984. Porém, diferentemente da atual capital inglesa, o mundo em que vive é totalmente controlado pelo governo por meio de teletelas (televisões com câmeras). O chefe do estado é o Grande Irmão (Big Brother), que nunca fora visto em vida real, senão em cartazes espalhados pelo país. Winston percebe que há algo de errado com essa sociedade e começa a perceber algumas manipulações por parte do Estado. Passado algum tempo, conhece Julia, que também tem algo contra essa repressão. Acabam por ficar sabendo sobre um tal “Livro de O’Brien”, que explica exatamente o que se passa. Entretanto, eles serão reprimidos e suas cabeças terão os ideais de oposição ao país jogados afora.

Pontos Positivos

Por mostrar o pano de fundo de um Estado manipulador, o livro torna-se atemporal e serve de base para análise da sociedade como um todo, a qual se encontra alienada às próprias ideias.

Sua linguagem é considerada leve (salvo exceções), portanto a leitura se torna dinâmica e emocionante durante a narração das “escapadas” de Winston e Julia. É recheado de aventuras justamente para não se tornar cansativo e faz uma crítica ferrenha por trás de uma simples história de amor, ódio, repressão, antíteses e paradoxos.

A ideia de ter uma vigilância integral se encaixa perfeitamente no contexto pós-moderno, em que a sociedade das câmeras vive, sem, nem mesmo, questionar se são realmente necessárias ao seu dia-a-dia.

Além disso, a explicação dos slogans do partido (“Guerra é Paz”, “Liberdade é Escravidão” e “Ignorância é Força”) é genial, também fazendo uma ponte com a narrativa, com o contexto e com o mundo como um todo.

O fim é excelente, mostrando como o Estado sempre está acima dos cidadãos e que não existe algo que possa ser feito contra uma organização tão bem pensada.

Pontos Negativos

No momento em que o “Livro de O’Brien” aparece na trama, cria-se uma expectativa razoalvemente grande sobre o que nele se encontra. Entretanto, a leitura dessa obra sobre o Estado é cansativa e exige muita atenção o que, às vezes, falta.

Crítica Geral

Eu sou meio suspeito para falar, já que escolhi essa obra como a primeira obra sobre a qual faria uma crítica sendo ela um dos meus livros favoritos. Por conta disso, já espalhei para várias pessoas a profundidade ideológica presente nesse romance e como é “coringa” em várias sortes de argumentação e em temas de redação nos vestibulares. Todos os meus amigos que leram e todos os professores com os quais comentei a leitura de “1984” adoraram e sempre abrem um sorriso quando comento sobre ele. Definitivamente é um livro que deve ser existir em cada prateleira ao redor do mundo.

Sobre a obra, foi escrita por Eric Arthur Blair, cujo pseudônimo é George Orwell, em 1948 e publicada em 1949, exatamente no período pós-Segunda Guerra Mundial. Não é à toa que se vêem semelhanças e conexões com o nazismo, socialismo e fatos desse período histórico.

Nota: 5 (0-5)

O Livro em uma Palavra: épico.

Nota sobre o resenhista

Fiquei sabendo desse livro pela minha irmã, que ganhou um exemplar de uma amiga. Ela leu, adorou. Logo, já foi me pedindo para que lesse, porém não dei atenção. Até que vi comentários sobre a obra e acabei por me interessar. Procurei pelo livro na grande estante de casa, mas lá não estava. Minha irmã havia emprestado-o há algum tempo a um colega e não tinha sido devolvido até então. Comprei um novo exemplar, li-o e acabei emprestando a várias pessoas, que também recomendam a leitura dessa obra-prima.

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