Rápida Trama
O médico dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, conheceram-se quando eram crianças e acabaram casando-se.
Porém, no 13º aniversário de casamento, Elizabeth acaba sendo assassinada supostamente por um terrível serial killer, o KillRoy. David tem de dar a volta por cima.
Ele consegue, por si só, retomar a vida de doutor até que, em um certo momento – oito anos depois da tragédia -, recebe um e-mail pedindo para ele clicar no site anexado à mensagem eletrônica na “hora do beijo” e pedia para que ele não contasse a ninguém sobre o que estaria a ver. Quem mais, além de Elizabeth, sabia da hora do beijo?
Ele faz o que era pedido e a imagem de uma webcam em tempo real mostra uma cidade grande, com várias pessoas andando pela rua, até que Elizabeth aparece na câmera, faz alguns gestos, sussura “sinto muito” e some. Ela estaria viva ou seria um jogo de edição de imagem e vídeo?
O FBI, em paralelo, acaba encontrando dois corpos aonde o suposto assassinato de Elizabeth ocorrera e o principal suspeito do homicídio destes é David Beck. O FBI acaba conseguindo incriminar o doutor pela morte de sua esposa também. Mas Crimstein, famosa advogada, fará o seu papel.
David tem uma amiga fotógrafa, que é contatada depois de ele ficar sabendo da existência de algumas fotografias em que Elizabeth mostra-se toda machucada após um suposto acidente de carro. Essa amiga acaba sendo assassinada e a polícia consegue incriminar Beck por esse assassinato também.
Beck acaba por receber um outro e-mail, pedindo para que ele vá ao parque para encontrar Elizabeth. Ao chegar lá, ela não aparece, mas os capangas que estão de olho nele não o perdem de vista.
Quem matou Elizabeth? Ela realmente está morta? O que acontece?
Pontos Positivos
Harlan Coben, como em todos os seus livros que li até agora, começa a narrativa com histórias semi-paralelas que se encontram em um certo momento da trama, a qual nunca se encontra lenta ou enjoativa.
Muito bem fundada, a história é extremamente coerente, sem nenhuma contradição, praticamente perfeita.
O fim da história é revelador e, de certo modo, previsível.
Pontos Negativos
Malgrado a história seja muito bem pensada, muito coerente, acaba sendo extremamente confusa e divergente, confundindo o leitor que se perde em tantas informações, sejam elas erradas ou certas sobre o que ocorreu.
Crítica Geral
De todos os livros que li de Harlan Coben (“Cilada” e “Confie em Mim”), “Não conte a ninguém” é o que tem a trama mais confusa de todos eles, às vezes sendo até difícil para o leitor se situar no enredo.
Entretanto, é a história mais bem pensada e mais articulada do autor. Eu tenho de me reverenciar a Harlan Coben e suas histórias e tramas extremamente criativas, exclusivas e bem produzidas. Com certeza, é um dos escritores que mais admiro.
Nota: 3.7 (0-5)
Livro em uma palavra: Complexo.
Nota sobre o resenhista
Este é mais um livro que tomei conhecimento por procurar em livrarias. Já conhecia o autor e, quando li a resenha, interessei-me pela história.
O livro trata de acusações injustas e de como um bom advogado pode manipular as informações, o que ocorre atualmente nos júris ao redor do globo todo. Mais uma vez, vemos o poder do dinheiro, que chega a inocentar um culpado e culpar um inocente. Não sei o que significa ser “justo” no dicionário de vocês, mas minha definição é totalmente divergente da que propõe o mundo atual. A justiça está deformada pelo poder criado pelo capitalismo, portanto ela deveria ser desatrelada à economia. Infelizmente, isso não ocorrerá tão cedo. Enquanto isso, os ricos estarão soltos e os pobres estarão presos.
Devido a feriados, vestibulares, viagens, etc, a leitura dessa obra demorou a ser concluída e, portanto, sua resenha também. Desculpem-me pela demora.
Enfim, hoje é Natal e o “Procuram-se Leitores” deseja a todos um Feliz Natal repleto de fartura e felicidades. Que todos vossos desejos sejam realizados! Um brinde à leitura!

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